Marcos Rotta, Berlamino Lins, Vicente Lopes e Wanderley Dallas que compõem a bancada do PMDB, em reunião na quinta-feira (4), fecharam decisão para acompanhar o pedido de investigação
A
Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) viveu na quinta-feira (4)
momentos de tensão e de tomada de decisões: os quatro deputados do PMDB
subescreveram a representação do Instituto Amazônico da Cidadania (Iaci)
para abertura de procedimento por quebra de decoro parlamentar
contra o deputado Ricardo Nicolau (PSD); e a direção da ALE-AM prometeu
levar à votação a PEC do voto secreto antes do recesso parlamentar a
ter início no dia 12.
Antecipando-se
a uma possível manobra da Comissão de Constituição Justiça e Redação da
Assembleia Legislativa (CCJR/ALE-AM), que nos bastidores se articula
para arquivar o pedido do Iaci, os deputados Marcelo Ramos (PSB), Luiz
Castro (PPS) e Tony Medeiros (PSL), assinaram o requerimento garantindo a
tramitação com base no regimento interno da Casa Legislativa.
Na
CCJR houve mudança. Duas semanas depois de protocolizado pelo IACi na
Assembleia, na quinta-feira (4) o presidente da comissão, deputado David
Almeida (PSD), recebeu o requerimento e designou como relator o
deputado Orlando Cidade (PTN). Na segunda-feira, Cidade prometeu levar
para votação dos membros da CCJR o relatório com a decisão se aceita ou
não o pedido de investigação.
“O pedido de abertura de procedimento
não é mais somente do IACi. É meu e dos deputados Castro e Tony
Medeiros. Nos bastidores o argumento era que o IACi não tinha
legitimidade para apresentar esse pedido. Se há dúvidas se o IACi tem ou
não legitimidade, não haverá dúvida alguma de que deputados tenham
legitimidade. A partir de hoje a denúncia é nossa”, disse Marcelo Ramos.
Os
deputados Marcos Rotta, Berlamino Lins, Vicente Lopes e Wanderley
Dallas que compõem a bancada do PMDB, em reunião ontem, fecharam decisão
para acompanhar o pedido de investigação.
Somados,
os oito deputados chegam a 1/3 de representatividade parlamentar, o
suficiente para aprovar, segundo o artigo 51º do Regimento Interno, um
pedido de criação de comissão especial para “instauração de processo,
por crime de responsabilidade do governador, do vice-governador e demais
agentes políticos”, diz trecho do artigo 51º do regimento interno.
“Com
o desdobramento do caso seria de bom tom que a Assembleia de maneira
generalizada com a participação dos 23 deputados pudesse solicitar a
abertura desse procedimento. Porque ele virá. Com uma, com duas ou com
23 assinaturas ele virá. E o PMDB entendeu hoje que a Casa precisa se
posicionar sobre o assunto”, sentenciou Marcos Rotta.
Tanto
David Almeida quanto o presidente da ALE-AM, Josué Neto (PSD), evitaram
entrevistas, ontem. Por dez minutos Almeida e Nicolau conversaram a
portas fechadas numa das salas da Assembleia. Já o presidente saiu sem
falar com a imprensa sobre o caso.
Deputado vê intenção de denegrir imagem da ALE
Em
seu blog na Internet o ex-presidente da Assembleia Legislativa
(ALE-AM), deputado Ricardo Nicolau (PSD), afirmou que a reportagem de
ontem de A CRÍTICA que mostrou o desprezo da Casa legislativa amazonense
com os anseios da população que já realizou duas manifestações na porta
dos deputados, foi na intenção de “denegrir” a Assembleia, o Ministério
Público do Estado (MPE-AM) e o Tribunal de Justiça (TJ-AM). “Nós
fizemos várias denúncias contra os proprietários do jornal e, por esse
motivo, eles estão tentando fazer retaliação. Estão usando seus meios de
comunicação, que funcionam com concessão pública, para denegrir a
Assembleia Legislativa, o Ministério Público e a Justiça”, disse
Nicolau.
Ontem,
em plenário, o deputado e corregedor da ALE-AM minimizou a intenção dos
deputados em realizar investigação nos processos licitatórios do
edifício-garagem alvo de investigação na sua gestão ao dizer que nenhum
dos deputados “era engenheiro” para o procedimento.
Afastamento
O
Ministério Público do Estado (MPE-AM) pede o afastamento dos servidores
comissionados da Assembleia Legislativa do Amazonas, procurador-geral,
Vander Goes, do diretor-geral Wander Motta, e de mais quatro servidores
efetivos. Para o MPE-AM a manutenção desses funcionários pode gerar
“condições efetivas de interferir na lisura das provas a serem
produzidas em juízo”, diz trecho da denúncia do sub-procurador-geral
Hamilton Saraiva.
matéria acritica.com.br
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