Manaus (Portal do Holanda) - O PPS apresentou neste sábado os nomes
que vão disputar a prefeitura em pelo menos dez municipios do Amazonas,
alguns como vice em coligações a serem definidas. São eles: Joaquim
Vorado(Amaturá), Railson Torres (Coari), Antônio Ramos (Rio Preto da
Eva), Sidney Fetrnandes( Codajás), Índio Kamico ( São Gabrielda
Cachoeira), Pedro Bichara (Beijamim Constant),derson Mancilha(Novo
Airão) Guerrinha (Presidente Figueiredo),Maria do Rosário (Careiro
Castanho), Pedro Graça (Borba), Jadir (Maraã).
Em Manaus está definido o nome do vereador Hissa Abrahão, com
possibilidade de o partido coligar com o PSDB, do senador Arthur Neto.
Durante encontra da sigla neste sábado foi lida uma carta do ex-senador,
que lamentou não poder estar presente. Leia abaixo:
Companheiro Manoel Almeida Junior,
infelizmente não poderei comparecer ao ato público promovido pelo
PPS-AM. Estou "preso" aos últimos compromissos do meu compromisso com o
Itamaraty, no concernente à missão diplomática que me propuseram - e que
aceitei - após a fraude eleitoral de 2010. Peço que você leia esta
mensagem singela e breve aos companheiros socialistas, a começar pelo
querido Roberto Freire, que é e sempre será uma grande referência
política para mim. Minha vida universitária me atou ao Partidão e tenho
enorme orgulho disso. Foi a reação, a princípio instintiva, que tive
contra o regime de arbítrio que se implantava no Brasil. Depois, vi que
era o mais acertado, o mais justo, o mais coerente, o mais decente. O
PCB é o a história mais antiga e longeva da República brasileira.
Há usurpadores que, meros dissidentes de uma bela odisséia, pensam
poder apropriar-se, imperdoavelmente, da verdade. Portinari nunca foi PC
do B. Nem o Senador Luiz Carlos Prestes. Nem Niemeyer. O Partidão
reunia intelectuais, artistas, figuras admiráveis. Sempre foi avesso a
leviandades do tipo pegar em armas para apenas unificar as forças da
repressão e fazer os trabalhadores sofrerem mais ainda. Suas plataformas
sempre foram lúcidas e claras: defender temas que pudessem sensibilizar
a sociedade, como o combate à política de arrocho salarial da ditadura,
à tortura e à negação dos direitos básicos dos cidadãos. Propunha
eleições diretas para Prefeitos das capitais, Governadores, Presidente
da República.
Exigia anistia ampla, geral e irrestrita e a reconstitucionalização
do país, através de Assembleia Nacional Constituinte. A ideia era
acumular forças para forçar a derrocada do regime antipovo. E veio a
democracia, no nível em que a conhecemos hoje, p[or cima dos
radicalóides, dos foquistas, dos insensatos. O Brasil deve muito ao PCB,
que hoje se representa pelo PPS. Falemos um pouco de Amazonas: meu
partido, o PSDB, é tradicional aliado do PPS. Claro que as condições de
conjuntura afastam ou aproximam as duas vontades numa ou em oura
eleição. Estamos em processo de discussão. Tivemos a honra, em 2010, de
apoiar o jovem vereador Hissa Abrahão, que brilhou e firmou nome
político para o futuro próximo. Ele, o Deputado Arthur Bisneto, o
Deputado Marcelo Ramos, o ex-Deputado Marcelo Serafim, são a face do
futuro que se pode almejar para o grande estado que me viu nascer.
Companheiros de mais estrada, como o Deputado Pauderney Avelino, do DEM,
igualmente merecem a citação honrosa que se faz sobre os que preservam a
coerência e o bom compromisso. Peço-lhe, Almeida Junior, que leia esta
mensagem aos companheiros socialistas.
Meu coração está aí com todos vocês. Guto Rodrigues é o líder bancário a
quem recorri, em 1978, para percorrer as salas do Basa e as ruas de
Manaus, quando me candidatei à deputação federal pela primeira vez; Guto
faz parte da minha vida e da galeria dos meus afetos. José Maria é
outra liderança que se marca pela serenidade e pela coragem equilibrada;
vejo nele um porto seguro e uma resposta positiva a quaisquer
questionamentos sobre se há - ou não - militância política respeitável.
Citando Guto e Zé Maria, imagino que homenageio todos os militantes e
dirigentes do PPS de Manaus e do interior. Finalizo com o jovem Hissa
Abrahão: não me arrependo do gesto ousado de 2010, quando os tucanos e
os verdes apostaram em quem tinha sido eleito vereador com pouco mais de
dois mil votos. Futuro a perder de vista. Que seus caminhos sejam
sempre retos e nítidos.
Que a beleza da vida pública, que se lastreia no sacrifício e não na
oportunidade, esteja sempre presente em todos os seus passos. Vida longa
ao PPS. Minha admiração e fraternidade, que resistem às décadas, ao
companheiro Roberto Freire. Somos viajantes do mesmo trem, que só
visualiza o destino final, que é o do Brasil justo, da Amazônia
compreendida e dimensionada, do Amazonas casado com a decência e com o
verdadeiro desenvolvimento.
MATERIA BLOG DO HOLANDA
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