Além de ser um dos mais caros é o mais atrasado com apenas 74% das obras já construido, outro fator que temos que levar em consideração é a localização, basicamente no centro de Manaus, onde o transito já é caótico mesmo em dia normal sem nenhum evento.
Os atrasos em obras dos estádios da Copa do Mundo já viraram custos
extras em duas sedes do Mundial 2014. Em Manaus e Curitiba, governos
anunciaram neste mês alterações no orçamento de suas arenas devido a
mudanças nos cronogramas de trabalho. Com isso, encareceram em R$ 84
milhões o custo total dos estádios do torneio.
O custo da Arena Amazônia
foi o que mais cresceu: R$ 54,4 milhões. A construção do estádio de
Manaus estava orçada em R$ 550 milhões até junho. Neste mês, o governo
do Amazonas informou que a obra sairá por R$ 604 milhões.
De acordo com o coordenador da UGP Copa (Unidade Gestora da Copa) do
Estado, Miguel Capobiango, a alta foi causada por alterações na forma de
construção do estádio. As estruturas que sustentarão a arquibancada
seriam feitas de concreto armado, mas acabaram tendo que ser construídas
com peças pré-moldadas. O motivo? Atraso.
A obra da Arena Amazônia ficou parada por meses devido ao bloqueio de verbas do BNDES
pelo TCU (Tribunal de Contas da União). A montagem da arquibancada, que
seria feita no segundo semestre do ano passado, foi adiada para este
ano.
Acontece que o primeiro semestre de cada ano é período de chuvas na
Amazônia. Com chuvas, não é possível construir estruturas de concreto
armado. A solução foi usar as peças pré-moldadas. Isso aumentou o preço
do estádio, o qual é pago com dinheiro público.
"O bloqueio das verbas criou esse impasse no cronograma", complementou
Capobiango . "Tivemos que alterar o valor para conseguir manter o prazo
de entrega."
Já em Curitiba, o aumento do preço foi de R$ 30 milhões. Até o mês passado, a reforma da Arena da Baixada
para a Copa custava R$ 235 milhões. Em julho, O Atlético-PR, dono do
estádio, informou o governo que ela custará R$ 265 milhões.
O aumento foi anunciado pelo presidente do clube, Mário Celso
Petraglia, em entrevista à rádio oficial do Atlético. Petraglia culpou
atrasos da Prefeitura de Curitiba, do Governo do Estado e do Exército
para o reajuste no orçamento da obra.
MATÉRIA PRINCIPAL UOL.COM.BR
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