Ministra Cármen Lúcia aponta como desafio do Judiciário o repensar da função desse Poder diante das demandas do povo
A presidente do TSE, Cármen Lúcia, adverte: cobranças vão crescer
“O
povo brasileiro não está satisfeito com o Poder Judiciário
principalmente pela morosidade com que nós correspondemos às demandas
urgentes. E toda demanda é urgente porque é a demanda da vida da
pessoa”. A advertência
foi feita ontem, na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM),
para um platéia de desembargadores, juízes e estudantes de direito, pela
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármem Lúcia.
A
ministra esteve até o fim da tarde dessa quarta-feira (24) em Manaus
onde cumpriu uma agenda com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral
(TRE-AM), desembargador Flávio Pascarelli, e aceitou convite do
presidente do TJ-AM, desembargador Ari Moutinho, para fazer uma palestra
abordando o tema “Eleições e Cidadania”. No TRE-AM de Pascarelli
recebeu a medalha “Mérito Eleitoral do Amazonas” pela forma como
conduziu o processo das eleições municipais do ano passado.
Eleita no início de março de 2012 para presidir o TSE, Càrmen Lúcia afirmou, sem citar as ondas de manifestações
nacional, que o País vive “transformações profundas” e que o Poder
Judiciário precisa acompanhar essas mudanças sob o risco de não
“corresponder mais aos anseios da sociedade”. “É isso que o cidadão
quer. E é isso que nós vamos ter que repensar pra saber que judiciário
nós seremos; que judiciário nós podemos ser; e que judiciário precisamos
ser como servidores públicos para atender a cada cidadão brasileiro.
Este é o desafio que se põe este ano de 2013”, afirmou.
Mudanças
No
âmbito eleitoral a ministra Cármem Lúcia informou que todos os
presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais do País estão de
sobreaviso para convocações de plebiscitos
e acrescentou que no futuro o País faça do plebiscito uma constante.
“As eleições brasileiras vão bem, obrigada. Mas as eleições vão bem
porque nós tivemos até aqui eleições com datas previsíveis e
inalteradas. Este ano nós tivemos a possibilidade de realizar plebiscito
(...) e vamos fazer nosso dever porque isso pode se tornar uma
constante daqui pra frente, por isso a Justiça eleitoral já está tomando
providencias para se repensar”, disse Cármem Lúcia.
No
início de junho a presidente Dilma Rousseff (PT), sob pressão das
manifestações nas cidades brasileiras, anunciou um pacote de medidas
para atender “as vozes das ruas”, entre eles um plebiscito que
autorizasse uma Constituinte (órgão colegiado que tem como função
redigir ou reformar a Constituição) para fazer a reforma política. “O
judiciário eleitoral continua indo bem. Mas vamos ter que nos repensar,
porque as demandas mudam, o mundo muda, a vida muda, e, portanto o
judiciário tem que mudar”, afirmou.
MATÉRIA ACRITICA.COM.BR
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