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Câmara aprova repasse de quase R$ 1 milhão por mês da Prefeitura para as empresas de transporte coletivo


camara plenário Câmara aprova repasse de quase R$ 1 milhão por mês da Prefeitura para as empresas de transporte coletivo
Somente por parte da Prefeitura de Manaus, os empresários do transporte coletivo de Manaus vão poder contar com quase R$ 1 milhão (precisamente R$ 988.776,76), todos os meses, em dinheiro. Segundo explicações dadas, pelo prefeito Artur Neto e pelo Governador Omar Aziz (que também repassará dinheiro às empresas) esse montante de recursos “é para subsidiar o transporte coletivo” após a tarifa de ônibus ter voltado a custar R$ 2,75, preço praticado em março desse ano, antes do prefeito conceder o reajuste da tarifa para R$ 3. Trocando em miúdos, o valor de cerca de R$ 1,8 milhões, já somado o repasse feito também pelo Governo do Estado, é para que os “pobrezinhos” empresários do transporte coletivo possam cobrir o “enorme pr ejuízo” causado pela retorno do preço da passagem para 2,75.
Bem que o vereador petista, Waldemir José, ainda tentou impor alguma obrigação às empresas, como retorno ao repasse de recursos públicos, ou seja, do dinheiro do povo. Waldemir apresentou emenda determinando a suspensão do pagamento desse subsídio às empresas que não cumprissem o determinado no artigo 258 da Lei Orgânica do Município de Manaus (Loman), preceito legal que não precisaria nem da emenda do vereador petista para ser cumprido já que sempre existiu, e faz parte do contrato de concessão do serviço público feito com a Prefeitura. O artigo 258 da Loman determina obrigações das empresas de ônibus como o recolhimento dos tributos federais, INSS e FGTS, o que já ficou comprovado que há anos os empresários não cumpriam, e ai nda que as empresas deveriam garantir a segurança, conforto, higiene e regularidade dos serviços de transporte aos usuários, além de cumprir regras contratuais como horários, números determinado de veículos por rota, entre outras coisas –  o que os passageiros de ônibus são testemunhas de que nada é cumprido.
Mas, a emenda foi rejeitada pela maioria dos vereadores, entre eles Luiz Mitoso (PSD), Elias Emanuel (PSB), Marcelo Serafim (PSB), Felipe Souza (PTN), Mario Frota (PSDB), Jairo da Vical e Rosivaldo Cordovil, que defenderam o subsídio como forma de não onerar o preço da passagem para a população. O líder do prefeito, vereador Wilker Barreto (olha ele aí, minha gente!) puxou o coro dos vereadores da bancada governista que argumentaram que a emenda tinha “vicio de técnica legislativa”, já que seria “da competência do prefeito”, conforme o artigo 80 da Loman “dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal” – o mesmo que dizer que vereador pode apenas falar, mas fazer nada, quando se trata de transporte coletivo.  O projeto foi aprovado e já foi encaminhado para sançà £o do prefeito Artur Neto. (Any Margareth)
MATÉRIA radaramazonico.com.br 

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